– medo de abandono por Joan Garriga

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.Conselhos Práticos.

– Quanto mais se preocupar com um tema mais o atrairá.

Em psicologia falamos de “profecias auto cumpridas”. De certo modo podemos acabar provocando aquilo que cremos que vai acontecer. No caso de que acreditar que vão te abandonar é possível que acabe acontecendo. Para sair disso seria bom que pudesse construir crenças alternativas de outras coisas que podem passar em uma relação. Imaginar-se em uma relação aonde o outro fica com você, ou que se vai por um momento e depois volte. As vezes é útil encontrar exemplos que contradizem o que você acredita sobre as relações. Nesse caso pode ser interessante fazer uma estatística das pessoas importantes da sua vida que te abandonaram e das que ficaram.

– Aprender a diferenciar as fantasias da realidade.

Quando uma pessoa sofreu um abandono na infância ou ocorreu uma morte prematura de um dos pais é muito fácil que a pessoa tenha, perante qualquer ausência, a sensação de sentir-se abandonada. Para essa pessoa é importante reconhecer quando esses sentimentos correspondem a algo atual e real ou não. Quando são muito intensos e desproporcionais é muito provável que tenham mais a ver com memórias infantis ou com situações do passado. É importante contrastar-los com a realidade.

– Se pode produzir o abandono.

Tentar evitar a todo custo o abandono é estar condenado a sofre a vida toda. É mais realista aceitar que em algum momento na vida alguém vai nos abandonar e que nós também vamos abandonar alguém. Na verdade não se trata de abandonar já que entre adultos nos reorientamos ou deixamos, mas em geral não se trata de um abandono. Isso quer dizer que o “ir-se”, ou deixar de uma relação é um direito que temos como seres humanos e por tanto em algum momento o exerceremos. O importante é ver como encaramos, em vez de tentar evitar. É importante saber que por ser deixados não vamos morrer, embora sim nos vai doer, e esse dor através de um duelo nos levara a poder estabelecer novos vínculos no futuro, se o resolvemos adequadamente.

– Às vezes a solidão é necessária.

Saber que se pode ficar consigo mesmo é importante para não estabelecer relações só porque não se consegue ficar sozinho. Algumas vezes o medo do abandono pode vir pela crença de que a pessoa não consegue ficar sem um parceiro, por exemplo. Outras vezes também pode ser por acreditar que não vai encontrar outra relação. É importante responsabilizar-se de si mesmo, senão quando se estabelece relações com os demais ira pedir ou exigir demais, de maneira que pode resultar-lhes em mais peso do que nutrição.

– Preste atenção para encontrar pessoas confiáveis.

No caso de quem tem medo de ser abandonado é importante que tenha vivências de como é viver através da segurança, confiando na vida. Construa mentalmente o permitir-se buscar uma relação ou alguém que te ensine como é esta atitude, como é a confiar na vida e estar seguro de que os vínculos podem ser belos e confiáveis. Poder viver desde esta sensação te permitirá saber distinguir o que necessita. No caso de não encontrar a experiência, faça como se confiasse na vida e estivesse seguro das relações. Isso fará que você se aproxime e se cerque de pessoas diferentes das habituais. Deixará de atrair pessoas com tendências a abandonar.

– Se abra as diferentes faces da vida.

É importante saber que a vida pode nos trazer muitas coisas diferentes. Algumas agradáveis como amor, alegria, felicidade, brincar, prazer, diversão, nascimentos, casamentos… e muitas mais. Também vai nos trazer coisas desagradáveis como a dor, doença, morte, agressão, tristeza, solidão, vazio, tédio… e muitas outras. O abandono é só uma das muitas coisas que podemos encontrar na vida. O preço a se pagar por deixar de desfrutar os vínculos por medo de abandono pode ser muito caro.

– O contato humano real nos imuniza contra os sentimentos de solidão e abandono.

Podemos estar com os demais sem ter contato real com os outros e com nós mesmos. Quando estamos desconectados de nossas necessidades e de nossa verdade interior estamos perdidos e não podemos conectar com os demais. Podemos estar físicamente com alguém e não estabelecer contacto com essa pessoa. Essa também é uma forma de abandono, mesmo que não seja física. Isso se pode traduzir nas relações com nossos filhos quando não colocamos limites neles, ou quando estamos com eles sem estabelecer contato real, simplesmente lhes deixamos sozinhos sem que sintam nossa presença, sem nos preocupar com o que eles estão fazendo.

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