– os 4 caminhos

Os Três Caminhos são o resultado do conhecimento acumulado durante milênios por três tradições milenares. São os Três Caminhos:

1. O Caminho do Faquir ─ É duro. É o caminho do Corpo. O faquir obtém o auto-controle ou pretende obtê-lo submetendo o corpo ao Espírito por meio da imposição de dor. Submetendo o Instinto à Vontade pela negação completa da satisfação do instinto. Eles podem ser vistos na Índia, hoje, com seus braços atrofiados, suspensos Voluntariamente a 30 anos! Porque o faquir é um tirano para o corpo e deles vem a tradição de alcançar a Iluminação por meio da mortificação. Buda Sakyamuni ao ver esse faquires de braços atrofiados e outros, mutilados de todo o tipo, refletiu, meditou, e achou uma péssima idéia.

2. Caminho do Monge ─ Ou a monja. É o caminho do Coração para os que buscam a santidade porque somente obterão santidade por meio do controle de si mesmos; porque neste caminho a prática é submeter as afeições; negar, evitar até transformar em alguma outra coisa o desejo por tudo aquilo que é mundano: seja a comida, seja a riqueza, seja o sexo, seja o amor romântico ou mesmo o amor fraternal. Transubstanciar-se em Eu Divino e Eterno pela negação desse mesquinho Eu Humano, tão efêmero.

Então os monges e monjas se afastam do mundo, especialmente das diversões do mundo, das coisas que dispersam os sentidos, envenenam o pensamento e abalam a esfera emocional. Recolhem-se em orações, que são sempre mantras, sejam hindus ou cristãs-católicas; e quando estão nas ruas, entre as gentes, estão como Servos, à Serviço do Criador; serviço que consiste em prestar assistência às Suas Criaturas.

3. Caminho do Iogue ─ É o caminho da mente. O iogue combate os hábitos mentais. Porque a realidade é maia, é ilusão; porque tal ilusão é criada pelo torvelinho de pensamentos, o iogue se concentra em dominar os próprios pensamentos, deter o fluxo aleatório de idéias. Para o iogue a capacidade de pensar é como um belo e poderoso cavalo selvagem perdido a galopar sem destino em todas as direções do plano mental.

O cavalo tem de ser domado. Uma vez que iogue consiga controlar o corcel dos seus pensamentos, poderá transformar sua realidade a partir de transformações no plano mental, das idéias. Porque o invisível e impalpável, a idéia, é o modelo e matriz do visível e palpável. E assim tudo é maia, é ilusão porque tudo pode ser modelado através da força do pensamento dirigido. Em termos populares, o Caminho do Iogue é a conhecida doutrina do pensamento positivo, tão travestida e maquiada mas sempre a mesma nas prateleiras dos livros de auto-ajuda.

Quarto Caminho  Caminho do Trabalho

Quarto Caminho pretende reunir por combinação as virtudes dos Três Caminhos da Tradição. Significa que o Quarto Caminho é trabalho simultâneo do corpo, do ser astral [emoções] e da mente [idéias, pensamentos]. É um caminho que pode ser trilhado por pessoas comuns no transcorrer de uma vida comum; o Quarto Caminho não exige retiros no deserto nem habilidades acrobáticas. Gurdjieff define o quarto caminho como um aprendizado que demanda uma forte responsabilidade individual sobre o resultado:

O Quarto Caminho difere dos outros porque sua principal exigência ou pré-requisito é o que o discípulo entenda o que está fazendo. Um homem não deve fazer nada que não entenda, que não faça sentido para ele. Poucas exceções pode abrir quando está sob a supervisão de seu mestre. Quanto mais um homem entende o que está fazendo melhores resultados vai obter de seus esforços. Esse é um princípio fundamental do Quarto Caminho. Os resultados de um Trabalho são proporcionais à consciência [entendimento] que se tem desse Trabalho [WIKIPEDIA English].

Como toda educação holística metafísica séria, o Quarto Caminho não é fácil e, por isso, não é para qualquer um ─ embora pudesse ser, teoricamente, trilhado por qualquer um. Mas não é qualquer um que está interessado em auto-conhecimento, especialmente se isso custa esforço e disciplina de muitos anos [ninguém se iluda com fórmulas rápidas].

Gurdjieff dizia que o conhecimento sagrado de seu sistema transformacional não é secreto mas a maioria das pessoas, simplesmente, não está interessada. Os capazes de se empenhar no Trabalho são cinco de vinte de vinte [Gurdjieff apreciava matemática] ou seja, somente 20% das pessoas pensam regularmente e seriamente sobre a realidade [essência]. Destes 20 % ─ apenas 20% decidem fazer alguma coisa sobre o assunto [buscar conhecer a realidade]; e desses 20%, minguados 5% chegaram ou chegarão, de fato, a alguma ação concreta ─ ou uma pessoa entre 500! [WIKIPEDIA English].

Reunindo a Caminho do Faquir [Tradição Sufi], o Caminho do Iogue [Tradições Hindu e Sikh ─com adeptos na região do Punjab, entre o Paquistão e a Índia] e o Caminho do Monge [Tradições budista e cristã entre outras], o Quarto caminho torna-se um ponto de encontro e interação destas diferentes técnicas e práticas de auto-conhecimento e auto-desenvolvimento.

Essa aproximação das Escolas ocultistas, religiosas, metafísicas e de auto-conhecimento vem acontecendo ao longo dos séculos. Porém, todas se mantém limitadas a uma estrutura didática baseada na relação Mestre-discípulo que seguem um caminho bem definido e classificado. Gurdjieff reivindica para o Quarto Caminho a originalidade: 1. de não ser um Caminho permanente; 2. romper com a rigidez da relação Mestre discípulo.

Trecho retirado do site:

http://www.sofadasala.com/pesquisa/gurdjieff01.htm

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