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Arquivo mensal: maio 2014

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– mães equilibradas:

*Mente sã e corpo são.

*Sexualmente satisfeita.

*Emoções equilibradas.

*Colabora junto com seu parceiro.

*Parirão, amamentarão e criarão seus filhos de acordo com a natureza.

*São conscientes de que o novo neném não é uma víscera nem um órgão seu, que nasceram de uma necessidade do universo e vieram para conquistar novos caminhos, sendo um passo a mais para a evolução do ser humano.

*Não lhe irá incutir modelos fora de validade que pertecem ao passado.

*Lhe transmitirão os valores de seus antepassados.

*Se deixarão guiar pelo filho, para que ele indique o que necessita e não metas exigidas pela armadilha familiar que poderia invalidar ou desviá-lo de seu ser essencial.

*Nunca serem as possuídoras únicas do filho, o compartilhará com o pai e com o mundo.

*Não lhe dirão «olha por aqui»  e sim mostrarão o maior número de opções possíveis, lhe dando a oportunidade de escolher.

*Saberão adaptar-se as necessidades do bebê, o amamentando os meses necessários, sustentando-o com braços amorosos e o abraçando com doçura: essa experiência permite ao neném de peito sentir-se real, ser, e logo que dará a possibilidade de fazer e receber.

– mãe consciente:

1.-Parí um filho que não é meu. O entrego ao mundo.

2.-Esse filho não veio cumprir meu projeto, nem os projetos da minha árvore genealógica, e sim seus próprios projetos.

3.-Não o batizo com nenhum nome que já exista na árvore genealógica, nem com nomes que lhe imprimam um destino.

4.-O crío com afeto, sem deixar de ser eu mesma, sem adição ao sacrifício, e sim com responsabilidade e através da libertade.

5.-Lhe ofereço ferramentas que ajudem a construir o edifício de sua própria vida, mas aceito que escolha livremente as que julgue adequadas e rejeite as inadequadas para ele. Me dou conta que a melhor maneira de ensinar um filho não é com limites ou falta deles e sim com exemplo.

6.-Aceito que deixe de me chamar de “mamãe” quando ele decidir, para passar a me chamar por meu próprio nome, dessa forma corta os laços de dependência e a relação entre ambos se equilibra.

7.-Lhe permito e facilito que tenha um espaço privado e íntimo em casa que sinta como seu próprio território.

8.- A escolha de suas amizades, de sua carreira, de suas atividades em tempo livre, etc., o escuto,  dou minha opinião, mas não seleciono nada por ele, nem o proíbo nem obrigo.

9.- Deixo que meu filho cometa erros, que possa cair, que não seja perfeito. Comprendo que cada fracasso é uma mudança de caminho e com eles se cresce a cada dia; se o protejo além da conta, ele será como um bonzai, nunca será adulto.

10.-Jamais definirei a meu filho (“é tranquilo”, “é nervoso”, “é tímido”…), porque entendo que as crianças formam seus  auto-conceitos a partir do que seus pais dizem dele. Lhe transmito que dentro dele estão todas as possibilidades de ser, pode ser tudo em potencial.

Por Alejandro Jodorowsky, extraído de seu livro “Manual de Psicomagia”.ed. Siruela

Foto: Lime Fly Photography