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Se fores realmente humilde, ascenderás ao te ajoelhares diante do que sabes ser maior do que ti.
Se tua alma for realmente corajosa, vencerá fazendo concessões sem, no entanto, negligenciar sequer por um instante os princípios sem os quais tudo o mais degringolaria.
Se utilizares o discernimento tua vitória estará assegurada, porque conhecerás com exatidão tudo aquilo que precisas deixar atrás para sempre.
Humildade, coragem e discernimento, estas são tuas verdadeiras armas, com elas terás de te abrir passagem pois, mesmo que tua luta não derrame sangue não é por isso menos violenta, o campo de batalha e subjetivo e não há descanso para ti.
Atualiza, por isso, o bom humor, pois esse é capaz de substituir com dignidade as experiências trágicas e atemorizantes.
Tu és maior do que elas, tua vitória está assegurada.

– Oscar Quiroga

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– mães equilibradas:

*Mente sã e corpo são.

*Sexualmente satisfeita.

*Emoções equilibradas.

*Colabora junto com seu parceiro.

*Parirão, amamentarão e criarão seus filhos de acordo com a natureza.

*São conscientes de que o novo neném não é uma víscera nem um órgão seu, que nasceram de uma necessidade do universo e vieram para conquistar novos caminhos, sendo um passo a mais para a evolução do ser humano.

*Não lhe irá incutir modelos fora de validade que pertecem ao passado.

*Lhe transmitirão os valores de seus antepassados.

*Se deixarão guiar pelo filho, para que ele indique o que necessita e não metas exigidas pela armadilha familiar que poderia invalidar ou desviá-lo de seu ser essencial.

*Nunca serem as possuídoras únicas do filho, o compartilhará com o pai e com o mundo.

*Não lhe dirão «olha por aqui»  e sim mostrarão o maior número de opções possíveis, lhe dando a oportunidade de escolher.

*Saberão adaptar-se as necessidades do bebê, o amamentando os meses necessários, sustentando-o com braços amorosos e o abraçando com doçura: essa experiência permite ao neném de peito sentir-se real, ser, e logo que dará a possibilidade de fazer e receber.

– mãe consciente:

1.-Parí um filho que não é meu. O entrego ao mundo.

2.-Esse filho não veio cumprir meu projeto, nem os projetos da minha árvore genealógica, e sim seus próprios projetos.

3.-Não o batizo com nenhum nome que já exista na árvore genealógica, nem com nomes que lhe imprimam um destino.

4.-O crío com afeto, sem deixar de ser eu mesma, sem adição ao sacrifício, e sim com responsabilidade e através da libertade.

5.-Lhe ofereço ferramentas que ajudem a construir o edifício de sua própria vida, mas aceito que escolha livremente as que julgue adequadas e rejeite as inadequadas para ele. Me dou conta que a melhor maneira de ensinar um filho não é com limites ou falta deles e sim com exemplo.

6.-Aceito que deixe de me chamar de “mamãe” quando ele decidir, para passar a me chamar por meu próprio nome, dessa forma corta os laços de dependência e a relação entre ambos se equilibra.

7.-Lhe permito e facilito que tenha um espaço privado e íntimo em casa que sinta como seu próprio território.

8.- A escolha de suas amizades, de sua carreira, de suas atividades em tempo livre, etc., o escuto,  dou minha opinião, mas não seleciono nada por ele, nem o proíbo nem obrigo.

9.- Deixo que meu filho cometa erros, que possa cair, que não seja perfeito. Comprendo que cada fracasso é uma mudança de caminho e com eles se cresce a cada dia; se o protejo além da conta, ele será como um bonzai, nunca será adulto.

10.-Jamais definirei a meu filho (“é tranquilo”, “é nervoso”, “é tímido”…), porque entendo que as crianças formam seus  auto-conceitos a partir do que seus pais dizem dele. Lhe transmito que dentro dele estão todas as possibilidades de ser, pode ser tudo em potencial.

Por Alejandro Jodorowsky, extraído de seu livro “Manual de Psicomagia”.ed. Siruela

Foto: Lime Fly Photography

- a visão do budismo sobre agressividade

Alguns dizem que a natureza básica do ser humano é agressiva, outros dizem que é gentil. Ambos têm certo grau de razão, mas entendo que a natureza básica do ser humano é gentil, porque todo mundo quer alegria, não sofrimento.

A IMPORTÂNCIA DO AMOR E DA TRANQÜILIDADE

Quando no ventre da mãe, antes de nascer, o estado tranqüilo da mãe é vital para a saúde da criança. Depois de algumas semanas de nascimento, o toque físico na criança é vital para o desenvolvimento adequado da mente.

Portanto, durante esse período — e aqui não se está falando de religião e fé — a gentileza e a bondade são vitais para a criança.

Depois, quando se trata de educar uma criança, aquelas que têm uma atmosfera gentil, de apoio, aprendem e se desenvolvem mais; as que não recebem afeto humano se desenvolvem menos. Isso mostra claramente a necessidade do amor, e de uma atmosfera afetiva.

A compaixão, o cuidado gentil, são qualidades predominantes em seres humanos. Também vemos seres humanos se expressando de modo violento, mas isso se deve ao mau uso da inteligência e ao desejo — que terminam por gerar estados mentais nada agradáveis. E esses não são aspectos mentais de nossa natureza básica.

Usualmente vemos no jornal, rádio, televisão atrocidades, atos negativos, e a partir disso concluímos que a natureza humana é negativa. E nos perguntamos por que essas coisas negativas se tornam usuais. Essa nossa reação mostra que atividades como a compaixão e o cuidado são naturais. Por isso os tomamos por habituais. O crime, o assassinato, as ações violentas são um pouco fora da natureza humana, e por isso são notícia. Na sociedade humana, as atividades de ajuda e compaixão são predominantes — e por o serem, não são notícia.

Se analisamos de perto as atividades humanas, veremos que a parte dominante das atividades humanas são as compassivas e generosas, não as agressivas. Nesta manhã vimos que a raiva e ódio são coisas que fazem mal a nossa saúde. O nosso corpo sente-se bem com emoções positivas, e sofre com as negativas.

COMO CHEGAR À NÃO VIOLÊNCIA

Para enfrentar a raiva, o ódio, o ciúme e as demais emoções negativas, temos que analisar o que são e de que forma agir em relação a eles. Hoje em dia é muito comum se falar sobre paz e não violência como uma coisa positiva. Mas qual é a linha que separa a violência da não violência? A verdadeira linha que as separa é a motivação e a resolução.

Para que se possa promover a não violência, temos que cultivar a compaixão, o senso de cuidado com os outros. Temos que controlar nossas emoções negativas. E se nós tentarmos suprimir essas emoções à força, não conseguiremos.

O controle está ligado a conhecer, analisar essas emoções e, com base nessa análise, escolher um caminho diferente. Se você tem o objetivo de ser uma pessoa com potencial de ajudar os outros, será necessário ter uma atitude perante um dos fatores que mais bloqueiam nossa ação positiva nesse sentido: a raiva e o ódio. Terá que ter uma atitude capaz de lidar com esses sentimentos. E o antídoto mais eficaz contra eles é a paciência.

OS MALEFÍCIOS DA RAIVA

Que benefício a raiva pode trazer? Às vezes pensamos que ela vem em nosso socorro: em uma situação trágica, a raiva parece nos dar mais coragem e energia. Sob essa perspectiva, seria algo que nos ajudaria a superar uma situação difícil.

Mas a energia que vem da raiva é cega, não tem nenhuma sabedoria, e traz o potencial de fazer com que você se auto-destrua. A raiva bloqueia nossa capacidade de discernimento, e cega nossa inteligência.

Por exemplo: às vezes perdemos a cabeça e dizemos palavras absurdas, depois nos sentimos envergonhados, temos vergonha do que dissemos, de nossas palavras impensadas. No momento em que a raiva tomou conta, perdemos a capacidade de pensar e de discernir.

A raiva também não faz bem a nossa saúde. Algumas vezes, quando queremos atingir um inimigo, deixamos a raiva nos guiar. Não é certo que conseguiremos atingir o inimigo, mas uma coisa é certa: prejudicaremos a nós mesmos.

Se temos um inimigo que resolve nos perturbar, quando reagimos estamos deixando que a situação continue a se desenvolver. E, mesmo depois que terminou, continuamos a sentir raiva — deixando que a situação nos perturbe mesmo depois de terminada. Se, no entanto, temos paciência, a situação irá acabar por si mesma.

A raiva causa dor de estômago, mal estar, em nós. E o inimigo pode até se regozijar com isso.

Temos que tomar atitudes de uma maneira pensada, sem perder a paz de espírito. Aqueles que tem alguma prática de compaixão e tolerância conseguem fazê-lo muito bem. Vários monges tibetanos que estiveram em prisões chinesas, alguns por muito tempo. Os que conseguiram atravessar essa situação de forma menos traumática foram os que mais cultivavam uma atitude compassiva.

Todos eles passaram por tortura física, mas os mais compassivos sofreram muito menos com a tortura. Um monge que ficou 18 anos em uma prisão, em uma ocasião em que conversávamos, me falava sobre a vida na prisão. Ele me disse que em algumas ocasiões esteve em grande perigo. E eu perguntei: “que tipo de perigo”? Ele me respondeu: “perigo de perder a compaixão pelos chineses”. Isso mostra o quanto a paciência e a tolerância são importantes. Elas não são fraquezas, e sim um sinal de fortaleza interior.

Se você pratica a compaixão, eventualmente você pode até desenvolver algum grau de gratidão pelo seu inimigo, porque só através da prática da tolerância e paciência se manifesta a compaixão.

E para praticar a paciência e a tolerância você tem que enfrentar situações difíceis. Como praticar tolerância diante de um Buda? Para aprender tolerância e paciência temos que exerce-las. Portanto, o inimigo é o seu mestre, e o ajuda a desenvolver essas qualidades.

Algumas vezes temos a noção de que a prática da paciência e tolerância significa nos curvarmos diante dos outros, mas não é isso. Estou falando de não deixarmos a raiva nos dominar, não de submissão.

COMO LIDAR COM A RAIVA

Como lidar com a raiva? Há diferentes tipos e níveis de raiva. Algumas são mais razoáveis, como a raiva motivada pela compaixão — ela pode nos levar a ficar irados com uma pessoa, e há razão para isso. Há no entanto outros tipos de raiva que não têm uma base na realidade. Surgem na mente como uma projeção de um estado mental negativo.

Há também diferentes graus de intensidade. Algumas raivas são mais intensas, outras menos. Dependendo do grau e do tipo, se adotam medidas diferentes.

Quando a raiva é mais branda, ao percebermos que está para vir, devemos lembrar o caráter perturbador dela, e então seremos capazes de controlá-la. No caso de uma raiva muito violenta, é muito difícil pensar em medidas preventivas como no caso de uma raiva mais branda. Então o melhor é neutraliza-la pensando em outros assuntos, para ao menos não deixa-la tomar conta. E, à medida que nos tornamos mais habilidosos, podemos adotar diferentes tipos de contra-ação.

Um outro tipo de prática é destinado à raiva que nos é causada por desastres naturais, tragédias. Então temos que olhar o problema de diferentes ângulos.

No meu caso, em que perdi meu país, vejo que isso trouxe uma oportunidade de encontrar muita gente e repartir experiências. Qualquer evento tem dois aspectos. Algo que parece muito ruim quando se está com raiva, pode ter aspectos benéficos.

Outro método é tentar olhar os eventos à distância. Vistos dessa nova perspectiva, os problemas ficam menores. Se olhamos muito de perto, parecem incontroláveis. Devo pensar “esse não é somente o meu caso, mas há muitos outros”. Isso coloca as coisas em perspectiva.

Quando se tenta perceber as coisas de uma perspectiva mais ampla, se vê de forma diferente. Então, se abre um novo espaço para um novo sentimento, uma nova atitude. Isso revela a importância do estado mental.

Para se desenvolver a compaixão inamovível e sem preconceitos, é fundamental ter uma atitude correta frente aos inimigos. Assim, os budistas adotam a seguinte estratégia para desenvolver a compaixão sem preconceitos: Recuam.

Recue você também. Recue da proximidade dos sentimentos, da proximidade dos amigos e da distância dos inimigos. Adote a equanimidade. O apego aos amigos e o desagrado dos inimigos são um entrave.

Quando se olha com equanimidade, vemos que todos os seres querem a felicidade, querem se livrar do sofrimento. E quando percebemos isso, podemos chegar à compaixão.

Entrevista com Dalai Lama
Ilustração: Ahmad Mir

- corações valentes

Se você acha que coragem é apenas impulso emocional e ausência de medo, vale a pena conhecer as últimas pesquisas da área da neurobiologia sobre esse tema. E um dos grandes estudiosos do assunto é justamente o neurocientista e psicólogo clínico brasileiro Julio Peres. Ao longo de sua carreira, Peres especializou-se na superação de traumas – isto é, no exercício de estimular a coragem em seus pacientes e de ensiná-los a superar seus medos. A novidade no assunto é que ele fez um mapeamento de como se dá essa superação por meio de tomografias computadorizadas que mostram os efeitos da psicoterapia em pessoas traumatizadas. E você vai cair de costas: a principal área estimulada é o córtex pré-frontal, a região ligada ao intelecto e ao planejamento de ações, e não a amígdala, uma estrutura cerebral correlacionada com o impulso emocional, a agressividade e o temor. Quem diria, a coragem é uma estratégia mental para superar o medo! Se a crença popular diz que a coragem é uma emoção nascida do coração, a ciência diz que ela é também resultado do raciocínio e capacidade de julgamento das variáveis disponíveis.

A presença do medo

Alguém aí tem ideia da etimologia da palavra covarde? Vem do francês antigo, coart, hoje couard, ou cauda arqueada – o popular rabo entre as pernas. A gente leva uma bordoada daquelas da vida e fica assim, igual a um cachorrinho, com o focinho baixo e o rabo encostado na barriga. Além de ficar com um baita medo de erguer a cabeça outra vez. Vai que lá vem bordoada de novo… É assim que estagnamos. “Procurar ajuda já é o primeiro ato de coragem. Conversar, se expor, desabafar. Acolher esse sentimento de não adequação, esse medo de ousar”, afirma Peres. “Um trauma nos congela no tempo: não conseguimos emergir daquela situação e dar o primeiro passo para ultrapassá-la no presente”.

Mas existem vários recursos terapêuticos para isso. Um deles, por exemplo, envolve os sonhos. Mais de 60% das pessoas com traumas que, no fundo, são grandes medos têm pesadelos com desagradável frequência. É possível, então, dar um desfecho diferente para os sonhos.

Outro recurso é a exposição à situação, passo a passo. No caso de alguém que sofreu um acidente e tem medo de dirigir de novo, por exemplo, a situação pode ser reconstruída no consultório, com apoio psicológico. E, na vida real, a pessoa é estimulada a voltar a dirigir: primeiro como passageiro, ao lado de um motorista em quem tenha confiança, depois tomando a direção, mas ainda com a pessoa ao lado. E depois, num curto trecho, sozinha. Eliminam-se também as mesmas condições do dia do acidente, como um clima chuvoso, baixa luminosidade, estrada ruim, alta velocidade. Aos poucos, incorporam-se outras possibilidades ao cenário. Costuma funcionar. A pessoa pode estar ainda aflita e temerosa, mas a coragem de enfrentar a situação temível já é um passo para ultrapassar os traumas. A lição de ouro dessa história é: não existe coragem sem medo. Se não tiver medo, não é coragem.

Ousados até que ponto?

Na classificação dos quatro grandes grupos comportamentais humanos realizada pela antropóloga americana Helen Fischer no livro Why Him? Why Her? (“Por que ele? Por que ela?”, sem edição brasileira), o pessoal mais atirado é conhecido como “exploradores”. Gente criativa, inteligente, confiante, generosa, otimista. São pessoas um pouco volúveis, é verdade, mas se a estabilidade – seja na profissão, seja nas relações amorosas – oferecer espaço suficiente para a surpresa, o movimento e a inventividade, são capazes de permanecerem fiéis e sossegados por um bom tempo, pela vida toda, até. Segundo Helen, os exploradores, portanto, são os mais propensos a tomar atitudes ousadas – para o bem e também para o mal. Não é raro um explorador, principalmente dos mais afoitos, se esborrachar na vida – e com a mesma desenvoltura se recuperar à custa de seu eterno entusiasmo. A imensa maioria dos exploradores poderia assinar com orgulho o mesmo epitáfio que o poeta Pablo Neruda escolheu para si mesmo: “Confesso que vivi”. Eles realmente amam a vida, se divertem com ela e a vivem intensamente, mesmo com suas feridas, raspões e cortes.

Mas e quem não está nesse grupo? Para estabelecer e classificar esses grandes tipos de comportamento humano, Fischer pesquisou características gerais da personalidade e também a dosagem de hormônios (como progesterona, testosterona e oxitocina) dos seus 40 mil voluntários. Chegou a quatro classificações comportamentais: exploradores, construtores, dirigentes e negociadores. É o que vamos ver em seguida, sem esquecer o que foi dito: que todos nós temos coragem, e que apenas vamos nos diferenciar na maneira de exercê-la.

Construir, negociar

Bem, os construtores são o que Helen chama de “os pilares da sociedade”. São pessoas responsáveis, dedicadas, fiéis a seus princípios e muito ligadas às metas que estabeleceram para suas vidas. São mais tradicionais e procuram pessoas igualmente conservadoras para se relacionar. Permanecem longo tempo nos empregos, ou nos casamentos, e olham com bastante desconfiança para o novo ou diferente. Gostam das coisas como estão e desejam que elas se mantenham assim, mesmo quando não estão lá essas coisas. Podem ser corajosas, principalmente quando lutam pelo que acreditam, porém são cautelosas e menos impulsivas.

Já os dirigentes são líderes naturais. Ambiciosos, persistentes, estrategistas. Arriscam-se conscientemente diante da possibilidade de um lucro maior ou um ganho inesperado. Não têm tanto medo de ultrapassar limites, principalmente se a recompensa for muito tentadora. São motivados pelo sucesso, gostam de ter objetivos claros e demonstram bastante consideração por seus aliados mais importantes. São racionais e bastante concretos com o que desejam no futuro. Valorizam a amizade e a cumplicidade mais do que o amor. Sua coragem geralmente é fruto de uma análise criteriosa, mas também sabem se atirar, pois reconhecem com rapidez uma boa oportunidade.

Os negociadores são éticos, valorizam o bem estar geral e dão bastante importância às questões humanitárias. Pessoalmente, afetuosos, gentis, empáticos com os sentimentos dos outros e bem articulados ao expressar suas próprias ideias. Apreciam relacionamentos profundos e não dão muito valor à vida social. Têm um modo de pensar eclético, dinâmico, abrangente e por isso mesmo são mestres na arte da negociação: o ideal para eles é que tudo chegue a um bom termo sem grandes conflitos. São corajosos e se arriscam principalmente quando o benefício é geral – e não apenas particular.

Para se encher de coragem, além de procurar estímulo e amparo nos outros, fortaleça-se com leituras inspiradoras, uma alimentação energética, exercícios físicos de aterramento, terapia. Traga força e vitalidade para seu corpo, mente e espírito, cerque-se de amigos que possam lhe dar sustentação nas suas decisões. Respire fundo, levante a cabeça e vá fundo.

Artigo retirado do site vida simples
http://vidasimples.abril.com.br/

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Sentir-se vulnerável não é fácil nem agradável. O ser humano tem tendência a evitar emoções que não são agradáveis de sentir, mas quando bloqueamos essas emoções, também bloqueamos as que nos fazem sentir bem, como a alegria, o gozo ou a gratidão.
Ao nos encorajarmos a nos mostrar tal como somos, na profundidade e com toda nossa vulnerabilidade; passamos a sentir o gozo e a gratidão; nos encoraja a sermos vulneráveis, já que a vulnerabilidade pode ser o núcleo da vergonha, do medo e da luta por sermos merecedores, mas também é onde nasce a paixão, a criatividade, o sentimento de pertencer e o amor.

 

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Abaixo segue um trecho da minha monografia – GESTALT E ARTETERAPIA – do curso de formação em Gestalt Terapia do Instituto de Gestalt de Vanguarda Claudio Naranjo sob a orientação da professora Fatima Caldas.

O GESTALT ARTETERAPEUTA

O Gestalt Arteterapeuta é um profissional que integra a arteterapia e a abordagem gestáltica. Para isso é necessário o respeito e genuína curiosidade pela singularidade de cada um, assim como uma postura não-interpretativa, de observação e a crença no poder da atividade expressiva como processo integrador e fonte de aprendizagem sobre si mesmo.

Esse tipo de terapeuta adapta a melhor linguagem artística e métodos de uso do material de arte guiado pelas necessidades reias dos clientes; para isso acontecer, a experiência de arte precisa ser através de uma relação EU-TU – (cliente-terapeuta), incluindo o cliente como agente ativo que sabe, com certo nível de awareness do que ele necessita. O Gestalt Arteterapeuta facilita a awareness do participante, de modo que ele possa, então encontrar o melhor modo de trabalhar para seu crescimento pessoal por intermédio da arte.

A fantasia tem um papel importante no trabalho do Gestalt Arteterapeuta com pessoas em processo. Ela pode ser usada como um modo de expandir e explorar personalidade. A introdução a fantasia como um caminho para descobrir a realidade, é devido a grande área de atividade na fantasia, que exige tanto da nossa excitação, da nossa energia e da nossa força de vida que deixa muito pouca energia para estar em contato com a realidade. Para ajudar uma pessoa a estar em sua totalidade, o terapeuta precisa se dar conta do que é mera fantasia e irracionalidade, e onde o cliente é tocado e o que o toca. Se o Gestalt Arteterapeuta trabalha e esgota essa zona intermediária da fantasia, pode levar o cliente a experiência do despertar, o que o leva a estar inteiro novamente.

Esse processo consiste em pedir para o cliente mergulhar em seu mundo de fantasia e representar por meio da arte o que encontram lá, assim esgota essa área e olha os seus conteúdos. Frequentemente, esse é o primeiro passo para adquirir uma nova síntese criativa de dois velhos inimigos, a ilusão e a realidade:

“Em vez de ficarmos divididos entre a ilusão (maia) e a realidade, podemos integrá-las, e se a ilusão e a realidade estiverem integradas, chamamos isso de arte. A grande arte é real e, ao mesmo tempo, uma ilusão. A fantasia pode ser criativa, mas é criativa somente se você tem a fantasia, qualquer que seja, no agora”. – Fritz Perls    

O Arteterapeuta Gestáltico se foca nos movimentos do trabalho de arte realizado pelo cliente; motivando-o a perceber ativamente o que ocorre nas linhas, formas, texturas, cores e movimentos. O desejo é de que o paciente experiêncie as formas que cria e que torne esta experiência parte de sua consciência organísmica. Arteterapeutas Gestálticos trabalham para ativar em cada cliente o melhor potencial para que percebam suas necessidades e recursos em suas próprias mensagens visuais.

O paciente também pode falar em primeira pessoa como se ele fosse seu próprio desenho ou trabalhos de arte, enfatizando a descrição a partir de linguagem da forma de seus trabalhos. Pode-se trabalhar também com transposição de linguagens expressivas, solicitando ao paciente que represente as linhas, as formas e as composições de seus trabalhos de arte por sons, gestos e movimentos, enriquecendo o processo de autoconhecimento com o imediatismo das percepções sensoriais e cinestésicas.

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A evitação de contato pode ser saudável ou patológica, conforme sua intensidade, sua maleabilidade, o momento em que intervêm e, de uma maneira mais geral, sua oportunidade.¨ (GINGER, GINGER, 1995).
Segundo o livro “Ego, Fome e Agressão”, de Fritz Perls, a resistência já tem início na natureza, quando os organismos resistem em serem devorados criando defesas mecânicas e dinâmicas. Qualquer ataque ou agressão visando nossa destruição parcial ou total é “lida” como perigo. Na luta pela sobrevivência, os meios de ataque e defesa se desenvolvem de maneiras relacionadas, porém diferentes. O atacante aperfeiçoa todos seus meios para alcançar a vítima, o defensor para tornar os ataques impotentes.
O agressor: É alguém que quer apoderar-se de algo, e não a aniquilação. Ele visa destruir a resitência deixando intacta, tanto quanto possível a substância vailosa para ele. O tigre não mata pelo prazer de destruir, mas pelo alimento.
A defesa e meios de resistência: Esses são de natureza mecânica ou dinâmica.
As defesas mecânicas são atividades congeladas, petrificadas, camuflagem ou acumuladas, como conchas ou fortificações de concreto. Os meios dinâmicos de defesa são de natureza motora, como o vôo, e secretora (tinta de polvo, veneno de cobra).
Para salientar um pouco mais a questão da auto-defesa, recomendo esse vídeo. 
Postarei logo mais estudos sobre lutas e psicologia.
http://www.natgeo.com.br/pa/videos/view/18926592-a-ciencia-das-lutas-autodefesa